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Hacker faz mais de 10 mil vítimas com novo golpe do FGTS; Veja os cuidados que você tem que tomar.

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sexta-feira, 4 de junho de 2021


Hacker faz mais de 10 mil vítimas com novo golpe do FGTS; Veja os cuidados que você tem que tomar.





Imagem: Reprodução/Google




Com a divulgação do cronograma de aposentadoria do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGT- 2021), um novo golpe relacionado ao benefício deixou mais de 10 mil vítimas no país. A informação foi divulgada esta semana em um relatório do dfndr lab, laboratório de segurança digital do PSafe.Os criminosos solicitam informações pessoais das vítimas com a promessa de pagamento de até R$ 3,9 mil pelo programa. Com isso, roubam dinheiro e coletam os dados dos beneficiários para cometer outros crimes. Tudo isso acontece através de links maliciosos e aplicativos de mensagens suspeitos, que direcionam as vítimas para um registro falso.





Como o golpe acontece





O refinamento do crime vai além das práticas comuns, na criação de imagens falsas de supostos valores e datas de computação, com o propósito de enganar as vítimas. Os criminosos também incluem depoimentos e comentários de pessoas que teriam recebido o dinheiro. Eles até pedem que o link seja compartilhado com amigos, aumentando significativamente o número de vítimas.





Dicas para se proteger





Um dos métodos utilizados para espalhar esses tipos de crimes são aplicativos de mensagens instantâneas, como WhatsApp e Telegram. A plataforma de bate-papo do Facebook também tem sido usada como ferramenta de ação por criminosos.





Portanto, o laboratório de segurança digital diz que sempre que receber links ou mensagens suspeitas, a pessoa deve duvidar. Outra dica importante é nunca compartilhar dados de pessoas sem ter certeza da confiabilidade do site.





"Antes de compartilhar informações, procure veículos confiáveis e fontes oficiais, jornais e sites para confirmar que é realmente verdade. Na dúvida, use a verificação do link do laboratório dfndr" disponível na Playstore, explica o laboratório. A plataforma aponta links perigosos e sugere outras maneiras de não cair na rede de crimes na internet.


Sexo oral sem uso de camisinha espalha supergonorreia, alerta ONU

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sexta-feira, 7 de julho de 2017

O hábito de fazer sexo oral sem camisinha está produzindo e disseminando uma forma perigosa de gonorreia, alertou a Organização Mundial de Saúde (OMS). De acordo com a entidade, o tratamento da doença se tornou muito mais complexo, às vezes até impossível, porque a bacteria responsável está desenvolvendo resistência a antibióticos

A organização adverte que a situação é "muito grave" e que é "apenas uma questão de tempo" antes de os antibióticos mais potentes usados contra a gonorreia se tornem obsoletos. Sexo oral sem preservativo, urbanização e globalização, além da precariedade na detectção da infecção e a infecção mal tratada contribuem para a disseminação da gonorreia.


— A bacteria que causa a gonorreia é particularmente esperta. Toda vez que tentamos uma nova classe de antibióticos para tratar a infecção, a bacteria evolui para resistir ao medicamento — explicou a médica Teodora Wi, especialista da OMS.


A organização coletou dados de 77 países e descobriu uma resistência generalizada a antibióticos velhos e baratos. Mas em alguns países, principalmente os de alta renda, estão sendo detectadas ocorrências de infecção intratável por qualquer antibiótico conhecido, até os de última geração.


Até o momento, já foram confirmados três casos de gonorreia impossíveis de se tratar. No Japão, na França e na Espanha.— Mas estes casos podem ser apenas a ponta do iceberg, porque os sistemas para diagnosticar e relatar infecções incuráveis são precários em países mais pobres, onde a gonorreia é, na verdade, até mais comum — disse a médica.


Esta doença sexualmente transmissível (DST) pode infectar os órgãos genitais, o reto e a garganta. Para a OMS, a infecção na garganta é a mais preocupante. De acordo com Teodora Wi, quando uma pessoa está infectada com gonorreia na garganta e usa antibióticos para tratar uma simples dor de garganta, o encontro do medicamento com a bacteria Neisseria gonorrhoeae (que provoca a doença) pode resultar em uma resistência.


Complicações da gonorreia afetam mais as mulheres do que os homens. Entre essas sequelas estão a doença pélvica inflamatória, gravidez ectópica (quando o embirão se desenvolve fora do útero) e infertilidade, bem como um aumento do risco de infecção por HIV.


ESTRATÉGIA DE COMBATE


A gonorreia pode ser prevenida pela prática segura do sexo, em particular pelo uso correto da camisinha. Campanhas educacionais e informativas podem ajudar na prevenção e na identificação de sintomas da doença. Hoje, a falta de alerta do público, de treinamento dos funcionários da saúde pública e o estigma em torno de doenças sexualmente transmissíveis são barreiras para programas de controle.


No ano passado, a Assembleia Mundial da Saúde aprovou meta de redução em 90% da incidência de gonorreia até 2030, mas os números recentes mostram um incremento no número de casos. No Reino Unido, o aumento foi de 11% entre 2014 e 2015 e, nos EUA, de 5% entre 2013 e 2015. Para isso, foi montada uma estratégia baseada em quatro componentes.


O principal é acelerar o desenvolvimento de novos medicamentos. No momento, existem três drogas em estágio de testes clínicos. O segundo componente é avaliar o potencial das combinações de antibióticos já disponíveis no mercado. Além disso, os especialistas propõem a definição de doses fixas de combinações de medicamentos para o tratamento de todas as DSTs e o desenvolvimento de protocolos de diagnóstico e tratamento.


A ausência de sintomas em muitos casos favorece o desenvolvimento da supergonorreia. Em infecções anais, por exemplo, a doença geralmente é assintomática, e na garganta às vezes ela se manifesta como uma leve dor de garganta ou uma faringite. Com erro no diagnóstico, são receitados medicamentos ineficazes para combater a bactéria que acabam aumentando a sua resistência.


— Especificamente, nós precisamos de novos antibióticos, assim como testes de diagnóstico rápidos e precisos no serviço de saúde, que possam prever quais antibióticos irão funcionar naquela infecção particular — sugeriu o diretor da OMS Marc Sprenger. — E no longo prazo, uma vacina para prevenir a gonorreia.


Fonte e texto: O Globo

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