Foto: Arquivo CORREIO
O inquérito policial sobre o caso já foi relatado e enviado ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília (DF). Em nota, a Polícia Federal informa que "representou ao Poder Judiciário Federal pelo afastametno dos envolvidos do exercício de suas funções públicas".
A partir de agora, o caso passa para a jurisdição do Poder Judiciário e dos Ministério Públicos Federais.
Operação Detalhes
A operação foi realizada pela Polícia Federal em abril deste ano e chegou a fazer uma busca no gabinete de Roberto Carlos na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). Ele é acusado de desvio de verba pública, sonegação fiscal, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.
A investigação da PF levou dois anos e constatou que o deputado contratou servidores fantasmas e desviou os salários (entre R$ 3 mil e R$ 8 mil) para contas de sua mulher e de um de seus filhos. Outras oito pessoas são acusadas de participar do esquema.
A operação 'Detalhes' cumpriu 12 mandados de busca e apreensão no gabinete e em propriedades do deputado nos municípios de Juazeiro, base eleitoral do parlamentar, Uauá e Petrolina (PE). Os mandados foram expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília.
As irregularidades constatadas pela PF são referentes ao período entre 2008 e 2010, época do primeiro mandado do deputado. Roberto Carlos, que é presidente do clube de futebol Sociedade Desportiva Juazeirense, cumpre o segundo mandato como deputado estadual.
Perseguição
Na ocasião, Roberto Carlos atribuiu as acusações a uma perseguição "política e futebolística". O parlamentar diz que as denúncias só foram feitas porque ele é candidato à prefeitura de Juazeiro e presidente do Juazeirense, clube que disputa a primeira divisão do campeonato baiano de futebol.
O deputado não foi encontrado nesta quinta-feira (16) para comentar o pedido de afastamento da PF.
fonte: correio

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