Ladrão fingiu fazer xixi para roubar universitários. (Foto: Evandro Veiga)
De costas para a rua, ele esperou seus alvos passarem e, em seguida, correu para alcançá-los de surpresa. Disse poucas palavras e, no instante seguinte, já corria com a mochila de uma das vítimas nas costas, subindo a ladeira e desaparecendo na primeira curva. Os dois rapazes tentaram, mas não conseguiram alcançar o assaltante, que estava com uma faca.
Após o roubo, a reportagem acionou uma viatura do 18º Batalhão da PM (Centro Histórico), estacionada próximo à praça Castro Alves, para tentar localizar o assaltante. Os dois policiais colocaram as vítimas – dois estudantes de Engenharia de Produção - na viatura e seguiram pelas ruas estreitas que se cruzam entre as cidades Alta e Baixa.
Jovens ainda tentaram correr atrás de ladrão. (Foto: Evandro Veiga)
A busca demorou mais de meia hora, mas o infrator não foi localizado. Uma dupla de PMs a pé também foi acionada, mas não teve êxito. Dono da mochila, o estudante Leonardo Souza, de 19 anos, e o colega Pedro Silva, 20, subiam a Ladeira da Montanha tentando fugir das filas do Elevador Lacerda, quando voltavam de uma lanchonete no Comércio.
“Na ida eu desci de Elevador e fiquei mais de meia hora esperando, só tinha uma cabine funcionando. Por isso resolvemos subir a pé. É um absurdo em pleno Verão ter apenas uma cabine”, observou ele, que disse ter visto vários turistas enfrentando a espera. A Transalvador confirmou a informação sobre o funcionamento de uma só cabine e informou que o serviço está previsto para se normalizar, com quatro elevadores, a partir de hoje.
Os equipamentos passam por uma modernização. Um ônibus gratuito é oferecido em substituição ao serviço, com viagens em intervalos de 20 minutos. O atalho pela ladeira só não custou mais caro para o estudante porque dentro da mochila havia apenas papéis e cadernos. Leonardo, que mora na Avenida Sete, diz ter suspeitado do assalto um pouco antes do fato. “Suspeitei quando ele foi fazer xixi, mas já estava muito em cima. Aqui na área esse tipo de ocorrência é comum”, comentou. O amigo dele mora em outro bairro, mas subia para pegar um ônibus.

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