Motorista do transporte escolar particular é agredido em zona rural de Juazeiro
Segundo moradores, violência foi cometida por membro da associação de transporte complementar; motivo seria disputa por passageiros.
O motorista de transporte escolar, Marcos José Pereira, foi agredido na última sexta-feira (25) enquanto fazia o transporte de alunos do distrito de Maniçoba II, zona rural, para a cidade de Juazeiro. A agressão foi realizada, de acordo com o presidente da Associação dos Produtores Rurais da Comunidade de Maniçoba II (ASPRUCOM), Raimundo Nonato, por um membro da Associação de Condutores Autorizados de Veículos Motorizados de Maniçoba (ASCAVEM).
Raimundo conta que durante o trajeto entre Maniçoba I e Maniçoba II, Marcos Pereira foi especando pelo motorista de nome César, que é proprietário de linha da ASCAVEM. “Marcos foi espancado pelo simples motivo de atender a nossa comunidade. O carro foi abordado em determinado trecho da estrada e o outro motorista já entrou o agredindo. Ao ver o Marcos ensanguentado houve pânico nos estudantes e pais de alunos que aguardavam o micro-ônibus. O motivo da agressão gratuita e desnecessária foi disputa por passageiros... A comunidade está revoltada”, relatou Nonato.
Os moradores de Maniçoba II solicitam da prefeitura a regularização do transporte alternativo que atenda às necessidades da população local. Em 2017, a ASPRUCOM, juntamente com a população do distrito de Maniçoba, protocolou um documento na Companhia de Segurança, Trânsito e Transportes (CSTT) e na chefia de Gabinete do Município pedindo a intervenção dos órgãos competentes na intervenção do sistema de transporte que presta serviço entre Maniçoba e Juazeiro. “A maioria dos motoristas não querem fazer o percurso: Juazeiro via Maniçoba II. Isso complica a vida quem mora na Vila e precisa do serviço”, pontuou o presidente.
“Passaram-se quase 05 meses da solicitação e até agora nada foi feito. Os usuários do transporte estão insatisfeitos com a qualidade e tratamento que lhes são oferecidos e cobram, também, segurança e organização em todos os aspectos do serviço ofertado. Maniçoba II quer ter o direito de ir e vir, no entanto estamos sendo impedidos pela ASCAVEM que tem o poder e o domínio do transporte em nossa comunidade, e o município mostra-se tardio em adotar providências”, desabafou Raimundo Nonato.
Diante do ocorrido, a associação de moradores da Maniçoba II encaminhou ofícios solicitando providências do Ministério Público Federal, da CSTT e de todos os demais setores responsáveis. “Medidas precisam ser tomadas para evitar que coisas piores aconteçam. A violência em todas as suas formas de manifestação tem que acabar”, finaliza o comunitário.

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