![]() |
| Ricardo Botelho/ CBHRSF / |
Apresentação da campanha em defesa do Rio São Francisco pelos membros do CBHRSF
A sexta edição da Campanha "Eu viro carranca para defender o Velho Chico", que coincide com o Dia Nacional em Defesa do Velho Chico, celebrado no dia 3 de junho, nunca foi tão urgente. Aos 113 dias desde o rompimento da barragem em Brumadinho, o rio São Francisco, que tem como um de seus principais afluentes o rio Paraopeba, degradado pela lama, ainda está ameaçado.
É na usina de Três Marias, primeiro embarramento do Velho Chico, que as águas sujas de lama do Paraopeba desaguam. Mas graças a uma operação de contenção na Usina Hidrelétrica de Retiro Baixo, entre os municípios de Curvelo e Pompéu, montada no fim de janeiro para "segurar" a lama, foi possível poupar o São Francisco. A proteção, no entanto, não é vitalícia.
"A nossa reivindicação é para que as análises da água em Três Marias sejam feitas no médio e longo prazo, para avaliar como os metais pesados da lama de rejeitos se comportariam no São Francisco", explica o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do rio São Francisco (CBHRSF), Anivaldo Miranda.
Mas para além da lama, o Velho Chico já tem um histórico de degradação mesmo antes do rompimento da barragem. A revitalização completa do rio depende de pelo menos R$ 31 bilhões em recursos para que toda a sua bacia seja recuperada até o ano de 2025, segundo o vice-presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do rio São Francisco (CBHRSF), José Maciel Oliveira. Esta verba seria oriunda da União, dos Estados banhados pela bacia e do próprio comitê.
E é na tentativa de sensibilizar a população e pressionar o poder público para a captação necessária dos recursos, que o CBHRSF encabeça a campanha "Eu viro carranca para defender o Velho Chico", que teve a sua sexta edição lançada nesta sexta-feira (17) em Brasília.
A própria imagem da campanha, uma carranca, figura popular entre as comunidades ribeirinhas e sertanejos, é um apelo para gerar identificação na população e fazer com que os moradores tomem para si a defesa do rio.
Reza a lenda que os maus espíritos e monstros que habitam as águas do São Francisco eram afastados por navegadores que colocavam nas proas de suas embarcações as carrancas. Com a campanha, elas passam, então, a serem usadas para espantar a má gestão dos recursos hídricos e afastar os agentes de degradação ambiental.
No dia 3 de junho, Dia Nacional em Defesa do Velho Chico, ações culturais e de conscientização serão desenvolvidas em cidades das quatro regiões fisiográficas da Bacia: Três Marias (MG), que contempla o Alto São Francisco, Bom Jesus da Lapa (BA) representando o médio São Francisco, Juazeiro (BA), situado no Submédio São Francisco, e Pão de Açúcar (AL), no Baixo São Francisco.
A mobilização acontece também nas redes sociais, por meio da hashtag #virecarranca e o uso da identidade visual da campanha, como as máscaras de carrancas, que podem ser baixadas na página virecarranca.com.br.
Por Juliana Baeta hojeemdia.com.br
Por Juliana Baeta hojeemdia.com.br


Nenhum comentário
Postar um comentário
Regras do site
Não serão aceitos comentários que:
1. Excedam 500 caracteres com espaço;
2. Configurem crime de calúnia, injúria ou difamação;
Art. 140 - Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro.
Pena - detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa.
É qualquer ofensa à dignidade de alguém. Na injúria, ao contrário da calúnia ou difamação, não se atribui um fato, mas uma opinião. O uso de palavras fortes como "ladrão", "idiota", "corrupto" e expressões de baixo calão em geral representam crime. A injúria pode fazer com que a pena seja ainda maior caso seja praticada com elementos referentes a raça, cor, etnia, religião ou origem.
3. Sejam agressivos ou ofensivos, mesmo que de um comentarista para outro; ou contenham palavrões, insultos;
4. Não tenham relação com a nota publicada pelo site.
Atenção: só serão disponibilizados no site os comentários que respeitarem as regras acima expostas.