Continua repercutindo muito em Senhor do Bonfim e no estado a ação policial que tentou suspender a tradicional guerra de espadas que acontece a décadas no município. O confronto entre espadeiros e a polícia, no dia 23, resultou em quase 40 pessoas feridas, segundo relatos. Em entrevista ao Blog do Cleber Vieira, George Nascimento, o representante da Associação Cultural de Espadeiros de Senhor do Bonfim (Acesb), negou que o grupo que se concentrava na praça principal da cidade estivesse soltando busca-pés: “O pessoal se reuniu para manifestar e estava soltando morteiros e bombas. Ninguém soltou espadas, foi quando os policiais chegaram e começaram os confrontos. Fizemos um levantamento nos postos de saúde e tivemos duas pessoas atendidas com ferimentos leves, 27 com ferimentos de bala de borracha, e sete por efeitos do gás lacrimogênio. A quantidade de feridos foi maior que na guerra de espadas”, explicou.
De acordo com George alguns casos mereceram destaque, como o de uma mulher que foi transferida para Recife com risco de perder a visão, em virtude de um tiro com bala de borracha. De acordo com o estatuto do desarmamento soltar espadas é proibido e a polícia alega que estava apenas cumprindo determinação da justiça, a pedido do ministério público, que proíbe a atividade desde 2017.
Decisões judiciais derrubaram liminares impetradas na justiça, em várias instancias, pela prefeitura de senhor do Bonfim, que alega fatores econômicos e a tradição, para a manutenção do evento. De acordo com a determinação da lei quem for flagrado soltando espadas pode pegar até seis anos de prisão, além de multa.
Da redação Blog Geraldo José/foto TV Bahia


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