Luto na Bahia: morre o professor Jorge Portugal, ex-secretário da Cultura

Ele foi admitido 'em estado crÃtico' no inÃcio da tarde e teve falência cardÃaca aguda
O ex-secretário estadual da Cultura, professor Jorge Portugal, 64 anos, que estava internado em estado grave no Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), em Salvador, morreu na noite desta segunda-feira (03), à s 20h15, por falência cardÃaca aguda, conforme informado pela assessoria do hospital.
"O Hospital Geral Roberto Santos (HGRS) comunica, com pesar, o falecimento de Jorge Portugal, por volta das 20h15 (horário de BrasÃlia), de falência cardÃaca aguda. O professor e ex-secretário de Cultura da Bahia estava internado na unidade de terapia intensiva (UTI) cardiovascular da instituição. A diretoria do HGRS apresenta sua solidariedade aos familiares e amigos ao tempo que se coloca em oração", diz a nota da unidade.
Ele foi levado ao local no inÃcio da tarde desta segunda-feira (3), pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Só durante o trajeto, ele sofreu quatro paradas cardÃacas.
Segundo a assessoria da unidade, Portugal foi admitido “em estado crÃtico” e estava em coma induzido até o inÃcio da noite. Assim que foi admitido no hospital, foi colhido material para teste RT-PCR, exame que identifica o novo coronavÃrus, o que tem sido uma medida protocolar.
Jorge Portugal era também compositor, poeta e apresentador. Natural de Santo Amaro, no Recôncavo, Portugal era um compositor e letrista aclamado, com parcerias de sucesso com Roberto Mendes, em ‘Só Se Vê Na Bahia’, e com Raimundo Sodré, em ‘A Massa’.
Deixou a Secretaria da Cultura da Bahia em 2017, alegando questões pessoais e profissionais. Na TV, foi o idealizador e apresentador do programa “Aprovado”, exibido na TV Bahia.
Emotiva ao atender a ligação, sua esposa Rita Portugal, não pode falar com a reportagem por estar na sala de espera da UTI (Unidade de Terapia Intensiva), onde aguardava mais notÃcias do marido. “Tô aqui orando”, disse Rita, à s 19h50.
“Portugal era um dos maiores letristas da música popular brasileira de todos os tempos. Era uma pessoa apaixonada pela Bahia, por Santo Amaro.”, definiu o cantor e compositor J. Velloso, amigo do músico. “Me tornei compositor muito mais pela convivência com Roberto e Portugal do que por ter nascido em uma famÃlia de artista.
"Presenciei pela primeira vez o que era a criação de uma música através do trabalho dele com Roberto Mendes. Foi ali que entendi”, relembra Velloso. “A influência dele em minha música sempre permeia, até quando eu não tenho consciência. Ele tinha uma precisão poética e a Bahia era bem pintada pelas palavras de Portugal. A Bahia vai se empobrecer”, reflete o compositor.
Depois de ter recebido a notÃcia que ele tinha sido internado, Velloso diz que a música que mais o lembrava de Portugal no momento era “Assim como ela é”, que foi gravada com Roberto Mendes.
*Com orientação da subeditora Fernanda Varela | Correio

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