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CASA NOVA/BA: JUSTIÇA SUSPENDE CONTRATO DE VENDA DE IMÓVEL PÚBLICO E DETERMINA BLOQUEIO ADMINISTRATIVO DA SUA MATRÍCULA

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quinta-feira, 22 de outubro de 2020


CASA NOVA/BA: JUSTIÇA SUSPENDE CONTRATO DE VENDA DE IMÓVEL PÚBLICO E DETERMINA BLOQUEIO ADMINISTRATIVO DA SUA MATRÍCULA





Ação Popular Impetrada pelo advogado Paciel Coelho provocou o judiciário a se posicionar sobre o polêmico caso





No dia 20 de outubro do corrente ano, o juiz da comarca de Casa Nova, Adriano Espíndola, declarou em decisão intelocutrória, a suspensão do contrato de número 160/2019 e determinou que o município de Casa Nova/BA se abstenha de realizar qualquer ato e disposição do imóvel até que o mérito era julgado, deterninando ainda, por meio esta decisão, o bloqueio administrativo da matrícula de número 2.136.





Entenda o caso: À época, o advogado Paciel Jucelio Coelho, agora candidato vereador do município, impetrou Ação Popular Declaratória de Nulidade de Ato Administrativo, em face do município de Casa Nova/BA, representada pelo prefeito Wilker Torres, Mary Rodrigues Figueredo, e Câmara de Vereadores do Município, por meio do seu representante Vinícius Patrick Teles.





Na ação, o advogado alegou que a venda do imóvel público, pertencente ao município de Casa Nova/BA, medindo mais de 2.800m, popularmente conhecido com terreno "entre os bancos do Brasil e Bradesco", foi enviado e vícios e consequentes nulidades.





Conforme a petição, a Lei Municipal 259/2017 foi aprovada no sentido de autorizar o executivo a proceder com a alienação do terreno localizado entre os bancos do Brasil e Bradesco, por meio de doação com encargo na modalidade ocorrência pública. Todavia, houve assinatura, por parte do prefeito, indicando a possibilidade de alienação do imóvel por meio de compra e venda. Desta forma, o prefeito já teria, nesse quesito, afrontado dispositivo legal.





A curiosidade maior reside nos valores referentes à venda do imóvel. Conforme aduziu Paciel Coelho, na competente Ação Popular, a avaliação do imóvel realizada pelo executivo, foi de R$ 1.500,000,00 (hum milhão e quinhentos mil reais) valor este que vai de encontro aos laudos técnicos juntados ao processo, que aduzem que o valor de mercado do terreno é superior ao montante e 5.500.000,00 (cinco milhões e quinhentos mil reais). Causa ainda mais espanto, a quem o terreno foi vendido: Mary Rodrigues Figueiredo, pessoa esta que possui vínculos de sociedade empresarial na empresa MX2 Produtora LTDA, com a pessoa de Vinicius Costa Seixas Silva, este que exerce cargo comissionado de coordenador de eventos nos quadros dos municipalidade de Casa Nova/BA.





Após as devidas formalidades, o Ministério Público se manifestou favoravelmente ao pedido de liminar de suspensão do contrato eivado de possíveis irregularidades e ilegalidades, e bloqueio da matrícula.





Politicamente, foi uma grande derrota para o atual prefeito, Wilker Torres, que busca sua reeleição no município, ao passo que o advogado Paciel Coelho, então candidato a vereador, demonstrou coragem, e atuou de forma brilhante neste processo arraigado de mistérios e polêmicas.






Casa Nova (BA): João Honorato denuncia que compradora do terreno pode ter sido usada como “laranja”

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quarta-feira, 23 de outubro de 2019


Casa Nova (BA): João Honorato denuncia que compradora do terreno pode ter sido usada como “laranja”





Adailton Santana - 23 de outubro de 2019 at 11:540Tweet on TwitterShare on FacebookPinterestEmail





O ex-vereador por dois mandatos e pré-candidato a prefeito de Casa Nova (BA), João Honorato (Avante) afirma que fortes evidências e documentos comprovam que a suposta compradora do terreno público que vem causando polêmica no município, pode ter sido usada como “laranja”.





Segundo João Honorato, a venda do terreno público, situado entre o Banco do Brasil e o Bradesco, na área central de Casa Nova, por parte da gestão do prefeito Wilker Torres (PSB), está repleta de irregularidades. A lei para a venda do terreno aprovada na Câmara Municipal teria sido falsificada na sua publicação, a área que vale cerca de R$ 10 milhões de reais foi vendida por apenas R$ 1 milhão e meio e ainda dividido em 18 parcelas.









E agora, João Honorato obteve documentos que mostram que a suposta compradora da área Mary Rodrigues Figueiredo, tem fortes vínculos com o deputado estadual Walisson Tores, Tum (PSC), irmão do prefeito e poderia ter sido usada como “laranja”. João Honorato questiona: ” A senhora Mary fez uma rifa para angariar recursos para um tratamento médico em sua filha, então fica a pergunta no ar, ela teria dinheiro para comprar um terreno e não teria para cuidar da saúde da filha?”













De posse dessas novas provas, João Honorato cobra um posicionamento da Câmara de Vereadores, sobretudo, a bancada de situação, que insiste em ser conivente com os desmandos do gestor e já deveria ter instalado uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e mesmo instaurado um processo de impeachmint, diante da gravidade dos fatos.









João Honorato também pretende se juntar a outras pessoas como o advogado Paciel Coelho e o pré-candidato a prefeito Anisio Viana (PSDB) em ações junto ao Ministério Público e Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), solicitando a apuração das denuncias e a consequente punição dos envolvidos nas irregularidades.









Ascom João Honorato


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